Lições generosas que a vida me trouxe aos 30


Confiar na vida


Em caso de: fudeu!, é preciso confiar que vai ficar tudo bem. Porque fica. Ao aprendermos a acreditar em uma força maior, mesmo as situações mais cabeludas ficam (quase) carecas. É importante lembrar que, quando passamos por um problema, tendemos a olhar pra ele sob uma ótica sombria e limitada. Mas a verdade é que, ao confiar na vida, ela nos retribui com amor, solidariedade e surpresas pelo caminho.  Nada é tão escuro quanto parece. A vida enxerga melhor que a gente.


Aceitar


Essa é palavrinha chave dos meus trintão. Aceitar o meu corpo: ele é único, ele é meu. Aceitar quem sou: dá trabalho demais tentar ser alguém diferente de mim. Aceitar o que me acontece: sempre há um propósito.


Perder o controle


Não temos o controle que achamos. Traçamos planos que não se concretizam, nos imaginamos de uma forma e de repente estamos completamente diferentes, criamos expectativas que não se cumprem e, ao mesmo tempo, somos surpreendidos positivamente com o que jamais imaginaríamos acontecer. É importante desapegar do controle – afinal nunca o tivemos de verdade – e relaxar. Não tem nada (só) em nossas mãos. Permitir que o universo também nos dirija é importante.


Ser verdadeira


Muito se fala em fidelidade nas nossas relações, mas pouco em relação a nós mesmos. Ser fiel ao nosso coração é libertador. Nada pior que viver trancafiado dentro dos nossos próprios sentimentos e trair a nossa essência.  


Ser doido é normal


Desconfio de quem passa por essa vida sem gargalhar alto, rir de si mesmo, dançar sozinho, sorrir pra estranhos e falar besteira. Com senso de humor e pitadas de loucura, a vida fica mais divertida. Preocupamos tanto com o que os outros pensam, que nos esquecemos de liberar o que há de mais doidinho em nós. Mas é justamente a nossa loucura que nos fará sobreviver aos dias mais difíceis.


Sentir é importante


Temos que deixar os sentimentos fluírem. Fugir das nossas próprias emoções é fugir da vida. Viver é sentir alegria, tristeza, raiva, amor, frustração. Tudo está dentro da malinha de mão da vida.


Lembrar-me da impermanência


Tudo é impermanente. Nossos sentimentos, emoções, relações. Nada nos define por inteiro, a não ser a liberdade de sermos o que quisermos. “Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância”. Em uma vida em que tudo é impermanente, rótulos não fazem o menor sentido. Nem a crença de que uma determinada emoção nos define. Você pode estar triste, agora, mas você não o é. Você pode estar desanimado, hoje, mas você não o é. Você é a soma de tudo que já viveu e te transformou nesse ser lindo (e único) que é.


Viver é um presente


Mesmo com tantas angústias e crises que passamos nesta jornada, estar viva é uma dádiva. Sou tão grata a esta oportunidade que me foi dada, que tento viver todos os dias com leveza, paixão e entrega. Definitivamente não vim a passeio. Quero sugar tudo da vida e retribuir com amor. Amor às pessoas que passam por meu caminho, amor às coisas que faço e amor sobretudo a mim mesma. Viver com amor é viver em estado de poesia.

Nos meus 30 anos, já não carrego mais verdades absolutas sobre nada. A única certeza que tenho é que há de se honrar, todos os dias, o presente de estar viva. 

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