O amor (ainda) é a resposta

01.12.2016

Não foi um ano fácil. Vivemos a crise. Observamos o governo que não-tava-muito-bom-mas-agora-parece-que-piorou. Presenciamos, perplexos, discursos de ódio, racismo e intolerância de uma minoria raivosa. Descobrimos que não se trata de uma minoria: vimos Trump ser eleito. 

 

Vimos Renatas, Camilas e Priscilas vítimas de violência doméstica. Nos despedimos de Bowies, Princes, Montagners. Testemunhamos a vida de 71 jovens ser interrompida por um acidente aéreo. 

 

Desacreditamos na humanidade. Perdemos a fé. Pensamos: que loucura é essa que estamos vivendo? Qual o sentido em tudo isso? 

 

Até que vieram eles. Os colombianos. Quando estávamos murchos, perdidos, eles fizeram desabrochar em nós um fiozinho de esperança por um mundo com mais amor. Mais humano. Menos indiferente a dor alheia. Um mundo que veste a camisa do outro time e aprende o grito de guerra do adversário. 

 

Quando vi o estádio Atanásio Girardot, de Medellín, lotado por dentro e por fora, pensei que os bons são, sim, maioria. É que gente boa não dá ibope, sabe? Quem vemos no noticiário é o político ladrão, o assaltante mercenário, o assassino passional. Precisamos de eventos de solidariedade como esse, em grande escala, pra lembrar que o ser humano é, sim, maravilhoso. Nossa capacidade de entrega, compaixão e empatia é gigantesca.

 

Mas empatia não estampa capa de jornal. 

 

Ontem o bem virou pauta porque a Colômbia soube, com maestria, impostar sua voz pro mundo, despertando em nós arrepios, choros e gratidão. 

 

Gracias, Colombia.

 

Vamo, vamo Chape. Esse grito soa em mim, hoje, não só como respeito e entusiasmo pela Chape, mas um empurrão de fé, otimismo e esperança. 

 

O amor há de curar. 

O bem há de prevalecer. 
 

A vida há de continuar. 

 

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