O melhor do Brasil é o brasileiro

28.07.2016

Esses dias a facebooker Marcela Tavares foi vaiada por falar mal do Brasil em Nova York. Não sou fã de vaias ou de qualquer manifestação pública que desrespeite o próximo, mas quando o próximo já começa desrespeitando o seu próprio país... Dá não.  

 

Se gentileza gera gentileza, ódio gera ódio. Haters geram haters. 

 

E do ódio que Marcela costuma propagar por coisas aleatórias eu nunca fui muito fã – mas até aí tudo bem, internet é que nem tomada de três pinos, não veio pra me agradar. Só que quando ela ataca o Brasil assim, de graça, enquanto a gente tá aqui de boas comendo umas coxinhas e dando like sem querer nas fotos do crush, aí dá problema. 

 

O Brasil que pintaram por aí não representa o meu Brasil, o Brasil do cidadão do bem, que paga suas contas, que tira catota no carro e esquece de devolver umas tapeué, mas não faz mal pra ninguém. 

 

O melhor do Brasil é, sim, o brasileiro. 

 

Só o brasileiro sabe que cerveja boa é cerveja num copinho americano.
E café bom também.

 

Brasileiro bota a música do titanic pra tocar quando a balsa afunda.

 

Brasileiro joga vôlei no muro do impeachment.

 

O brasileiro segue em frente e olha para o lado.

 

O brasileiro criou a expressão EITA, que resume a minha vida.

 

O brasileiro vibra. Vibra quando a bola entra, o delivery interfona, o cartão aprova, a churrasqueira acende, o whatsapp volta, o salário entra, a sexta-feira chega, a impressora funciona. 

 

O brasileiro faz brigadeiro. Beijinho. Faz festa. Faz meme. Faz fila também porque ninguém é perfeito. 

 

Brasileiro pode chegar atrasado, mas é o último a sair.

 

Brasileiro sabe rir de si mesmo. E dos outros também.

 

Brasileiro toma cachaça. Cerveja. Catuaba. Toma banho também.

 

O brasileiro abraça. Beija. Abraça e beija. E beija de novo porque são três beijinhos pra casar.

 

O brasileiro sabe que o país tava bom, diz que ia mudar ainda pra melhor, já não tava muito bom, tava meio ruim também e agora parece que piorou, mas segue sorrindo. 

 

Porque no país que inventou a saudade, a esperança é a última que morre. 

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