Vem, carnaval!

Uma foliã nata.


Imagens acima comprovam que euzinha nasci para brilhar no carnaval. Com mais um tiquinho de melanina e meio metro de bunda, vocês me chamariam de Globeleza.


Minha mãe sempre gostou de me fantasiar pro carnaval e me fazer sambar para as câmeras. Eu ficava toda trabalhada nesse top tampa-mamilos e na saia espanta-azinimiga. Aliás, mamãe gostava tanto dessa fantasia que existem pelo menos 5 álbuns de fotos e 6 filmagens minhas vestindo esse traje carnavalesco (sexy sem ser vulgar), dos 2 aos 5 anos. O dia em que esse top não coube em minhas peitcholas foi mais marcante do que a primeira menstruação.


Se observarmos o gestual das fotos, na primeira imagem meu dedo indicador é bem claro quando diz: I want you for the U.S. Army está fazendo o que aí parado, meu brother?


Já na segunda imagem, vemos que a pequena foliã já está partindo pro ataque, com sua pontinha de pé ouriçada e a mãozinha direita se aproximando do umbigo, pronta para (re)quebrar tudo.


Ah, o carnaval. Tempo de vestir o seu melhor arco de penas e cair na folia. Nem que a folia seja no chão da sala, como fazia Mariana (com muito gingado, diga-se de passagem).


Tem gente que ama carnaval (prazer), tem gente que arrepia só de pensar em muvuca (oi, pai). Mas o espírito do carnaval é para todos.

Carnaval é o tempo de desestressar, de ser leve, de ligar menos, de deixar pra lá.


Aproveitar este curto período do ano em que podemos vestir uma fantasia que não tem preocupação nem mau humor. Brincar de ser alguém que deveríamos ser o ano todo.


Chegará um tempo em que não mais irei pra folia, e preferirei ficar tranquila em vez de curtir as bagaceiras dessa vida (futuro próximo, inclusive). Mas eu espero, de verdade, nunca perder a leveza que o carnaval nos proporciona. E ir conseguindo, pouco a pouco, carregá-la comigo para todos os dias do ano.


E para quem quiser mais detalhes sobre minha malemolência infantil, aí está:

© 2023 by Salt & Pepper. Proudly created with Wix.com