Tem uma jaca no chão da minha sala

Antes de escrever este texto, pensei em falar sobre Paola Oliveira, bunda, carnaval, Petrobrás (mentira), preço da gasolina (também mentira), americanos zoando brasileiros ou qualquer outro desses assuntos que choveram na nossa timeline vida.


Mas ultimamente minha vida se resume em casamento-reforma-casamento-reforma, portanto diga-me quanto cobras, que direi que fornecedor tu és. #Monotemática.


Eu deixo meu noivo sozinho por dois segundos e, quando olho, ele já sacou o celular (na velocidade que sacaria uma arma) e começou a mostrar fotos da obra para algum conhecido (para desconhecidos também).


Não é que estejamos alheios ao que acontece no mundo. É só que o tema casamento AND reforma dá muito pano pra manga.


Mas o assunto hoje aqui é jaca.


Nossa obra começou na semana passada e já está tipo eu no final de semana, #quebrandotudo. É muito legal acompanhar a obra desde o início e se surpreender com sua evolução a cada visita (mentira, só quero que acabe).


Em uma dessas nossas visitas técnicas (em que meu noivo fiscaliza tudo e eu fico tirando selfie), encontramos um objeto estranho no apartamento.


Amigos, nunca achei que fosse dizer isto, mas tem uma jaca no chão da minha sala.


Eu não sei de onde ela veio, nem pra onde ela vai, mas fato é que ela está lá. Límpida e imponente como toda jaca há de ser.


Para alguns pode ser apenas uma jaca, mas pra mim ela é divisora de águas.


Antes da jaca, eu era essa pessoa que achava que podia ter controle sobre tudo, responsável por reger o universo e até pelas condições climáticas.


Quando eu descobri Jesus a jaca, me lembrei da palavra-chave da felicidade: desapego.


Especialmente nessa fase de reforma e casamento, em que delegamos um monte de coisa para terceiros, jacadas acontecem. Quer você queira, quer não.


Jacas pelo caminho?


Enfio o pé em todas.

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