De volta das férias

Eu voltei, voltei para ficar. Porque aqui, aqui é o meu lugar (FRIBOI, 2014).


Estou de volta após um breve período de folga, amigos. Ô coisa boa é falar de tekpix férias, né? Seja pensando nas próximas ou lembrando das que passaram.

Como foram de carnaval?


Eu viajei com os amigos para o RJ. Mais uma vez, a vida me prova como é bom estar entre amigos (e um tiquinho de mé, né, minha gente). Tomava banho num box cujo chuveiro era um cano – a água batia nas minhas costas e fazia tátátátátá – , apreciei o miojo restaurant week, utilizei meias como guardanapos e todas essas coisas que só o carnaval faz por você, mas você se diverte pra kawaka.


Conforto, sossego, alimentação balanceada e cocô sólido. Para todas as outras, existe o carnaval.


Depois fui para Maceió com o bófi e família, e pode me chamar de rainha do nordeste. Ou morango do nordeste. Aquela terra é boa demais, minha gente. Palavra chave da alegria: começa com siri e termina com guelosca (caipirosca de siriguela, pra quem não tem intimidade). E camarão? Enquanto que em Brasília temos que optar entre dois pratos com camarão ou comprar um apartamento, em Maceió se come camarão com preço de fast food. Pesquisas indicam que são necessários nove camarões empanados para encontrar a felicidade. Parece até que vão mudar o nome do livro para Harry Potter e o Camarão Filosofal. Diga-me se comes camarão que te direi quem és.


TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN! TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN TAN! PLANTÃO GLOBO.


Breve interrupção para falar da melhor mandioca que já comi na minha vida. Eu sei que existem coisas mais interessantes para contar das férias, mas essa mandioca merece atenção especial, merece plantão, merece constituir família e uma vida de sucesso.


Na tela da TV no meio desse povo, mandioca vai sair na Globo (ler no ritmo).


A mandioca era daquelas cozidas que derretem na boca de um jeito que dá vontade de apontar pro céu e mandar beijo pra Jesus. Estava tão gostosa que eu quis chamar o chef e perguntar qual era o segredo da mandioca dele, mas achei melhor não.


Voltemos à programação normal.


Essas férias cariocax e nordéstinas me lembraram o tanto que o Brasil é maravilhoso. Às vezes ficamos desesperados para sair daqui e embarcar em férias estrangeiras (que também são ótimas, é claro), mas nos esquecemos do quão incrível é o nosso país.


É só aqui que encontramos Lepo lepo (do latim lepoleponus, que deriva da nona sinfonia de Beethoven e quer dizer “canto lírico”), beijinho no ombro (desejo a todas inimigas que passem longe da minha mandioca), a melhor comida do mundo e o povo mais receptivo que existe.


Posso conhecer o mundo inteiro, mas vou sempre querer voltar pro feijão e pão de queijo.

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