(Minhas) pequenas alegrias

13.02.2014

O vídeo desta fofa, que você já deve ter visto (bombou na internet semana passada e passou até no Fantástico), serviu de inspiração para o texto de hoje. A emoção da garotinha ao sentir a chuva me faz lembrar das pequenas coisas que cercam nosso dia a dia e sussurram “ei, olha como a vida é incrível”.

 

A lista abaixo contém alguns desses elementos que provocam frio na barriga do meu coração (se seu coração não tem barriga, so sorry):


Achar vaga em rua movimentada (é pra glorificar de pé);


Sentir um cheiro que lembre a infância;


Chegar da festa e tirar o sapato que machucou a porra da noite inteira (meus dedos voltam, pouco a pouco, a ter forma de dedos e não de mingau, vou sentindo eles desabrocharem como uma flor);


Roupa de cama limpa e cheirosa;


Tomar banho depois da praia e sentir um bloco de 30kg de areia despencar do seu biquini, ao som de cataploft (imagino que isso só ocorra comigo e com crianças menores de 5 anos. Maturidade no mar: não trabalhamos);


“Transação aprovada”;


Acordar atrasado para o trabalho e lembrar que é sábado (felicidade tão grande que me dá vontade de dançar conga la conga, conga conga conga);


Lembrar no domingo que segunda é feriado (conga conga conga);


Família reunida no sofá;


Estar com dor de barriga e ir ao encontro de uma privada amigável e fiel (veja que a dor de barriga por si só não traz felicidade alguma, mas a sensação de alívio e calmaria que a sucede, sim);


Alguém coçar exatamente o ponto em que suas costas estão coçando (“mais pra cima, mais pra esquerda, aí, aí!!!! É aí!!!!! É teeeeetraaaa”) ;


Cheirinho de Sundown (férias -> praia -> camarão -> macaxeira frita);


Fazer alguém rir;


Café da manhã de hotel (de 9h 30 as 12h forrando o bucho);


Fim de expediente sexta (a vontade é de rodar o crachá no alto e sambar que nem a Globeleza);


Conversar com uma criança;


Interfone do delivery tocando (não diga alô, diga eu te amo);


Crise de riso com o melhor amigo (por motivos maduros, tipo meleca na piscina);


Concluir o exercício (físico, é claro, porque os de matemática estão esperando minha conclusão desde 2003).


As grandes alegrias, consequências de situações exageradamente positivas, são maravilhosas e necessárias, mas também passageiras. O que constrói a base sólida de nosso temperamento é como lidamos, diariamente, com os pequenos “cafunés” que o Universo nos faz.

 

“Não despreze as pequenas alegrias enquanto estiver buscando as grandes”. Cultive a alegria em conta-gotas.

 

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